Ecologia

LEIDIMAR CAVALCANTE ARAUJO DA SILVA


Licenciada em Biologia, pela Faculdade de Ciências e Tecnologia - Salvador - Bahia; Pós-Graduada em Metodologia de Ensino e Pesquisa na Educação e Educação Ambiental e Sanitária pela Faculdade Católica de Anápolis - Goiás;  


Responsável pelo conteúdo desta página abordando e debatendo  assuntos ligados ao Meio Ambiente .










O PEQUI NOSSO DE CADA DIA


O Pequi é uma das principais espécies arbóreas do cerrado. Seu nome científico é: Caryocar brasiliense da família das Cariocaráceas. Possui uma grande importância sobre o ponto de vista econômico, ecológico e social. A época da sua florada começa com as primeiras chuvas e seus frutos vão de dezembro a fevereiro. É chamado “Carne de Pobre” e de “Ouro do Cerrado”, não importa a denominação que recebe.
Sabe-se que é um fruto saboroso e, estudos sobre essa espécie descobriram um alto teor de lipídios (predominando os ácidos graxos oleice e palmítico), fibra alimentar (sobretudo a pectina), compostos antioxidantes (ácido ascórbico, vitamina E, carotenoides, licopeno, entre outros), sais minerais (ferro, cálcio, cobre, zinco, entre outros) e fenólicos totais. Nesse alimento podemos encontrar todos esses compostos nutricionais.


Infelizmente, nos deparamos com desmatamentos, assoreamento de rios desse bioma que é o cerrado. As plantas nativas estão sendo devastadas, pois os grandes fazendeiros e agricultores dão prioridade para o plantio de soja, cana de açúcar, criação de gado, etc. O que é mais cruel ainda é que os carvoeiros estão dizimando os pequizeiros junto com a vegetação nativa para produzir carvão. Ao destruir a vegetação nativa o homem está acabando com várias formas de vida responsáveis pela polinização e dispersão de sementes nativas, já que essa espécie vegetal tem um longo tempo de dormência da sua semente e que leva vários anos para produzir frutos.
Em tribos da região amazônica, quando nasce um novo membro na família o pai planta um pé de Pequi de herança.

Santana foi contemplada pela natureza, pois na época da safra nossa feira livre fica bem abastecida. Aqui o Pequi encontrou terra que favorece o seu cultivo, cabe a cada um de nós a proteção desse bioma que tem uma biodiversidade tão rica e frágil.

QUAL MINHA CONTRIBUIÇÃO COM O MEIO AMBIENTE?

Muitas vezes nos questionamos sobre isso e achamos que não estamos fazendo nada. De repente percebemos que de alguma maneira estamos contribuindo, orientando nossos filhos, alertando nossos alunos ou guardando um papel de bala no bolso para posteriormente coloca-lo num recipiente de lixo qualquer.
Quando o assunto é preservação ambiental logo pensamos em grandes florestas, rios, geleiras e por aí vai. Será que é só isso? A preservação ambiental também é feita de pequenas coisas. Separar por classes o lixo doméstico. Fazer a compostagem com o lixo orgânico. As nossas cidades ainda não possuem planos de saneamento básico e nem tratamento de resíduos sólidos. Sabemos que Santana tem esse plano, mas ainda faltam recursos para sua implantação. Isso é um grande avanço.
Recentemente estive em Aracajú SE a passeio e lá tivemos contato com um grupo de pessoas que se denominavam “Patrulha Ambiental” um trabalho maravilhoso que podemos implantar em Santana. A patrulha composta por adolescentes, orientada por um professor visita as praias de Aracajú e em cada mesa falavam sobre a importância de manter a praia e o ambiente limpos. Com jornais velhos confeccionam cestas pequenas que são distribuídas aos banhistas. A cestinha, muito bonita, pode servir como peça de artesanato ou como recipiente para a colocação de lixo. Uma ideia simples que pode ser implantada em nossa cidade.
Segundo Tânia Andrade e Valdith Jerônimo em seu livro “Meio Ambiente Lixo e Educação Ambiental” ela nos dá uma definição correta sobre o que é lixo:
Lixo, denominado tecnicamente de RESÍDUOS, é o resultado de restos ou sujeiras das atividades das pessoas em sua vida diária. Como exemplos podemos citar: restos de comida, embalagens vazias, vidros quebrados, dentre outros. Podemos também dizer que lixo é tudo que não nos serve mais e queremos descartar. Entretanto, é bom nos lembrarmos de que o lixo que não nos serve mais pode vir a ter utilidade para outra pessoa, passando então, a não ser considerado lixo.

                Leia a entrevista que fizos com os integrantes da “Patrulha Ambiental” em Aracaju SE e veja as fotos com o modelo de cesta de lixo fabricada pelos componentes da equipe.

Integra da entrevista concedida ao Blog do Jornal Opinião em Aracaju SE, na Praia de Parati.
“Qual a função da Patrulha Ambiental e de quem é essa iniciativa?
A Patrulha Ambiental é um projeto do Colégio Arquidiocesano de Aracajú SE, que tem como objetivo conscientizar os frequentadores de praia para a importância de manter as praias limpas, com adoção de hábitos simples. Essa coisa de comer o pastel, deixar o papel em cima da mesa porque o garçom vem apanhar depois, não funciona. Esse lixo vai acabar poluindo a praia. O que acontece, a gente já coloca a cestinha na mesa e conscientiza os banhistas para que criem o costume de acondicionar o seu lixo de forma adequada evitando a poluição da praia.”
Bem que poderíamos criar uma Patrulha Ambiental em Santana. E começar essa atividade conscientizando os frequentadores da Praça de Eventos Léo Braga” o que vocês acham?

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